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A mão esquerda de Deus

Junho 8, 2011 3 comentários
  • Autor: Paul Hoffman
  • Editora: Penguin UK
  • Livro em Inglês
  • Brochura

448 páginas

Não é um livro de mistério, muito menos um livro sobre magia ou coisas bonitas, não vá esperando algo parecido com Harry Potter ou com Percy Jackson, em que mesmo sofrendo um pouco as coisas passam a melhorar. Nada nesse livro é fácil, nada é bonito. Mesmo assim é um livro excelente de ler.

O livro é bastante previsível em alguns pontos, não há nenhum grande mistério, nada que um leitor que esteja prestando atenção não acabe descobrindo por conta própria, mesmo assim não tira mérito da obra do inglês Paul Hoffman.

O livro é gostoso de ler, mesmo o autor usando um vocabulário bastante rebuscado, pelo menos usa na versão em inglês, e trabalhar com um grupo de garotos de catorze ou quinze anos, não tira o interesse do leitor pela obra.

Sobre o livro: É a história de Thomas Cale, um garoto de catorze ou quinze anos, ninguém sabe ao certo, que vive no Santuário dos Redentores no Penhasco de Shotover. Um lugar que na melhor descrição seria chamado de horrível.  Santuário dos Redentores é uma mistura de prisão, monastério e campo de treinamento militar. A vida de Tomas não é legal, e o autor não poupa os leitores de toda maldade que os alcólitos, os garotos que vivem no santuário, sofrem.

Mesmo não se referindo diretamente a Europa Medieval, é impossível não fazer a relação entre o período do livro e o que se passou durante essa época. Os monges fingem conhecimentos, inventam motivos para guerras ou mortes e acabam tendo uma força muito maior do que deveriam em suas mãos.

Na obra esse poder dos monges é levado a uma proporção muito maior, dentro do universo eles possuem conhecimento, territórios, poder para dar e tirar vida sem se preocupar em dar qualquer tipo de satisfação.

Porque é legal: O ritmo do livro é excelente, as coisas acontecem de maneira rápida, mas sem ficar com a sensação de que está tudo jogado. A narrativa do autor é detalhista quando precisa ser, mas sem se tornar maçante. Os personagens são muito bem construídos, é muito fácil de acreditar e principalmente entender o comportamento dos jovens do livro.

Um dos Redentores do Santuário aparece como antagonista direto de Cale. O Redentor Bosco, Lorde da Guerra do Santuário foi o responsável por Cale, e a pessoa que o ensinou como pensar, lutar e estratégias de guerra.

O livro pode ser dividido em três partes I. No mosteiro, II. A fuga, III. A luta para continuar sem ser encontrado.

O que não é tão legal: O livro é uma trilogia, e muita gente não sabe disso. Isso explica a sensação de que algumas coisas poderiam ter sido melhores exploradas. E principalmente a falta de informação que temos sobre o Santuário em si. O autor vai jogando algumas coisas durante o livro, mesmo assim vai ás vezes deixa a sensação de que esse ponto deveria ser melhor explorado, assim como a História de Idris Pukke, que também acaba ficando um pouco solta no livro.

Nota:

Personagens: 8.3

História: 7,6

Narrativa: 8,5

Considerações finais: É um livro que vale a pena a leitura, mas é bom saber que o livro não é dos mais alegres, e que se trata de uma trilogia. Assim muitas coisas ficaram para ser explicadas no próximo.

E o final do livro deixa um gostinho absurdo de quero mais.

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