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Archive for the ‘RPG’ Category

Yes, nós temos RPG

Agosto 10, 2011 5 comentários

Esse fim de semana fui a um encontro de RPG, e agora você me pergunta o que isso tem demais, já fui na RPGcon duas vezes, então pra que fazer post sobre isso? Porque dessa vez o encontro foi em Brasília e gente, foi super bacana.

Fui no encontro de RPG organizado pelo pessoal do D30 rpg (@D30rpg) com o tema de RPG indie. Até fiquei com pé atrás de ir, e não ser legal ou ser esquisito, ou de sei lá de ser sacaneada por não sacar nada de RPG indie. Mas o pessoal foi bem bacana, sabe aquela esquema? Não muita gente, mas todo mundo animado, povo super simpático, tentando fazer com que os intruso, nesse caso eu, se sentissem bem. Não sei por que, mas me lembrou um pouco cidade de interior, onde todo mundo já se conhecia, mas eles tentaram e conseguiram fazer com quem caísse de pára-quedas não ficassem isolados.

Sobre os jogos vi muitos sistemas que nunca tinha ouvido falar. Mas que pareciam ser bem divertidos. Pena que cheguei um pouco tarde não rolou de jogar coisas muito diferentes. Mas teve uma mesa onde o pessoal jogava com coelhos, Bunnies & Burrows, que pareceu bastante divertido. Além de um jogo que me chamou bastante atenção foi o Best friends, parece besta, mas tem cara de ser o tipo de jogo que tu passa o tempo todo rindo.

Acabei jogando uma partida de game of thrones, jogo de tabuleiro. O que não permitiu que desse pra jogar muito mais coisa, já que o jogo é bastante demorado. Mas sério. O jogo é muito legal. Mas ainda rolou de jogar uma partida, um pouco corrida, só pra variar um pouco, de fiasco.

Sobre o Game of thrones, o jogo é bem bacana, e pra variar joguei uma vez e mudaria uma ou duas regrinhas. É um jogo de estratégia, conquista, consolidação de território e diplomacia. Você joga com as casas que existem no livro, e vence quem conquista maior quantidade de castelos e/ou fortes antes do fim do jogo ou ao final do jogo. Sim, eu sei, a idéia de conquistar territórios lembra war, mas o jogo é bem mais elaborado que isso.

Há peças para batalhas navais uso de catapultas infantarias e cavalaria. Que somam com cartas na hora de decidir uma batalha. Como cada carta peça e cada carta possui um valor distinto, exige que o jogado tenha atenção e uma boa estratégia, sem contar um pouco de sorte, na hora de efetuar o ataque.

Além disso, a quantidade de peças que cada jogador pode ter é determinada pela quantidade de ‘mantimentos’ que cada jogador tem. E ainda existem cartas de eventos aleatórios que ocorrem durante o jogo.

Não é dos jogos mais complicados, dá pra entender bem as regras já na primeira partida, e permite jogar de 3 a 5 jogadores. E é super recomendável jogar com 5 jogadores. É um jogo que vale a pena ter.

Sobre Fiasco, joguei pela primeira vez na rpgcon. É um jogo onde a eventualmente você vai se dar mal, e gente isso é super divertido. É um jogo simples de RPG onde todo mundo interage com todo mundo. E todos se ferram juntos, tá nem sempre. A mecânica do jogo é simples. É só escolher um cenário, rolar alguns d6, escolher as relações entre os jogadores.

Pra quem se interessar no site do retropunk é possível comprar o jogo Fiasco, tanto na versão impressa quanto apenas o pdf. E gente, eu super aceito um de presente de aniversário. E o pessoal do D30 rpg tem um post bem melhor com um meu junto com um áudio do jogo. Recomendo passar por lá.

E pra quem mora no quadradinho e achou interessante a idéia, vai ter outro encontro com temática jogos de horror pelo mês de outubro. Quando souber direitinho data, horário e local passo aqui pra divulgar.

Em tempo: Falando em rpg indie ganhei um livro de Old Dragon em promoção no twitter, sim algumas parecem ser de verdade. Quando terminar de ler eu passo aqui e conto o que achei.

RPGCon por uma menina.

Julho 14, 2011 Deixe um comentário

Mais uma vez essa ogra foi pra RGPCon, e como ano passado eu tenho algumas críticas e alguns elogios ao evento, e assim como ano passado teve um dia ok, e outro muito foda. Mas vamos as impressões que uma menina tem do evento.

Foi legal pra comprar livros e experimentar jogos novos, ano passado foi Starwars e esse ano foi Mutantes e Malfeitores e Fiasco. Gostei muito dos dois, e só não comprei por medo de ficarem na estante sem ser jogados. O que não significa que eu voltei de lá com mãos vazias. Trouxe pra Brasília o Bestiário de Arton, Crônicas de Tormenta e Enelok. Crônicas de tormenta eu já li e logo eu trago um comentário sincero sobre ela.

Fiasco é um jogo bem simples que vale a pena jogar pelo menos uma vez. Joguei e gostei muito. E se eu soubesse que a camiseta estava a venda, teria comprado uma pra mim.

Bestiário de Arton, meu grupo pode ficar feliz

Outra coisa bacana em um evento onde 78% do público é composto por meninos é olhar o movimento, não é pra sair paquerando, mas dá uma olhadinha no público sempre é bom, e uma hora tu acha alguém que faz os teus pré-requisitos. E vale lembrar meninos nerds normalmente são caras bacanas. Mais um ponto pra meninas irem mais pra esse tipo de evento.

O evento em si já não foi lá grande coisa, mesmo que o segundo dia tenha sido bem melhor. A organização do evento não foi lá muito boa, desde a escolha da data, oi competir com a Anime Friends não é das coisas mais espertas. Ao fato do preço ter sido salgado pra quem não é fã de RPG e queria simplesmente dar uma olhada pra ver como funciona. E claro a divulgação, o site que só entrou no ar duas semanas antes do evento, e não ter a programação disponível até um dia antes. Até mesmo dentro da RPGCon foi complicado achar a programação. Pelo menos eu não consegui nenhuma, e perdi um dos mini-cursos que gostaria de ver, porque só achei a programação pregada num mini papel em uma pilastra mais tarde.

A palestra do pessoal Tormenta é sempre divertida, e esse ano ainda teve um momento super emocionante, um menino relatando como RPG o ajudou a superar a dislexia. Pra variar assisti a palestra pensando no rombo que esse pessoal vai causar no meu bolso. E que, querendo ou não, vou comprar boa parte do material. Vou confessar que essa foi a única palestra que eu realmente assisti, e que gostei muito, pelos que os caras prometeram, vou jogar Tormenta por um bom tempo.

Se eu volto ano que vem? Existe uma grande chance.

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Entendendo as tendências

Junho 27, 2011 1 comentário

RPG é um jogo de interpretação e isso todo mundo sabe. E pra interpretar seu personagem criado além de pensar nele fisicamente  é necessário decidir como seu personagem vai reagir em determinadas situações, se ele é do tipo que ajuda, ou que maltrata. E essa ‘tendência’ você deve seguir  durante sua aventura.

Lembra que na ficha tem um espaço pra colocar a tendência é disso que estamos falando hoje.

Clérigos: A tendência varia de acordo com o Deus que ele segue.

Bom sempre bom 100% bom? Não necessariamente, Gandhi e Madre Teresa são para poucos. Óbvio que um personagem bom pode ter um ataque de raiva, e fazer um ato de maldade por conta de uma situação específica. Isso só não pode ser uma constante.

Lembrando também que algumas classes pedem uma tendência pré-estabelecida que deve ser seguida.

O problema no D&D que não é apenas decidir se é bom ou mau, tem mais nuances que isso, aqui vai uma breve explicação das tendências do D&D.

 

Leal:Os personagens leais seguem as ordens, não necessariamente segue a

Leais: Não importa se são bons ou maus.

ordem de um Estado ou de um rei. Ele pode ser leal aos desígnios do seu Deus, leal ao seu líder, seja ele bom ou mau, a um sonho. Em suma seu personagem vai acreditar e respeitar alguma coisa. Dentro dos personagens leais você pode ser:

Leal Bom: Personagens Leais e bons seguem as regras, combatem o mau, salvam princesas, matam vilões. Eles são uns fofos. Do tipo que vão salvar gatinhos em cima da árvore, e normalmente não irão quebrar nenhuma regra imposta pela sociedade por isso.

Leal-Neutro: Leais neutros também seguem as regras, mas não tem a ânsia de sair correndo e salvar a primeira donzela em apuros que existem. Eles respeitam as regras,  tradições, ensinamento de um mestre, o que quer que seja ele leal ele irá respeitar, e tentam observar melhor as coisas antes de julgar.     

 

Leal Mau: Ele gosta das tradições e segue as regras, mas irá usá-las para sacanear a vida dos outros. Ele pode até seguir um código de conduta como não matar crianças ou roubar de pobres, mas isso não significa que ele não hesite em roubar e matar. É o típico ladrão ou vilão com um código.

Neutro: Tendência preferida dos jogadores indecisos. Personagens neutros fazem o que eles querem, porque eles querem. Esse tipo de personagem segue regras até que elas comecem a atrapalhar, e não vê problema nenhum em quebrá-las para conseguir fazer o que precisam.

Neutro-bom: Ele vai fazer o bem, você gosta de fazer o bem. Mas não vai correr pra primeira masmorra só porque tem alguém precisando. E outra, se seus amiguinhos inocentes estão em apuros, você não vai ligar em quebrar uma regra ou outra para ajudá-los.

Neutro-mau: O personagem Neutro Mau, não liga pras regras contanto que elas não sirvam para te prejudicar. Acredita na maldade quase como uma filosofia de vida. E não tem problema nenhum e roubar, matar, chantagear se isso servir para conseguir o objetivo. Não que o personagem passe o dia planejando como fazer uma criança chorar, ou sacanear alguém, mas não vai ter problema algum em fazer caso isso for necessário.

 

Fofas mas Caóticas.

Caóticos: Personagens caóticos prezam a liberdade. E várias vezes chegam a ser imprudentes por conta disso.  As leis ou convenções sociais raramente funcionam com eles, e eles vão desrespeitá-las sem problemas para conseguir seus objetivos.

Caótico-Neutro: Existem dois tipos de problemas os meus e os que não interessam. Essa é a filosofia do Caótico-Neutro. Ele vai fazer o bem, se isso for do interesse dele, ele não vai se importar se alguém roubar algo, contanto que não seja dele. Mas ele pode cobrar algo, pra ficar calado.

Caóticos-bom: Esse personagem acredita na bondade e tem fazer isso como filosofia de vida, sem se preocupar com que os outros esperam de você para fazer o bem. E se as leis estão atrapalhando você ajudar alguém você irá quebrá-las.  Ele não tem problemas em roubar dos ricos e dar pros pobres, mesmo que a lei diga que é feio roubar.

Caótico-mau: Esses matam, roubam enganam e fazem tudo sem problemas. Na verdade eles fazem qualquer coisa para realizar suas maldades, e muitas vezes ignoram detalhes práticos por convicção de que isso irá dar certo no final.  Ele não se importa com leis ou padrões sociais contanto que aja a maldade.

Preparando o jogo…

Junho 15, 2011 1 comentário

 

 

Você chegou toda empolgada pra jogar sua primeira aventura de RPG, e te avisam, “hoje vamos só montar a ficha.” É, RPG é legal, mas como toda coisa legal tem algo meio chato, e montar ficha não é tão legal assim. E como o assunto é bem chato, talvez o texto siga a linha e também seja chato.

Mas pensando por um lado positivo, hoje em dia você encontra os livros base em português em qualquer 4shared amigo, o que vai tornar esse processo mais rápido, imagina um tempo atrás, quando eram poucos livros pra muitos jogadores, e montar ficha demorava horas e horas. E claro, não é porque você é a menina da mesa, que você vai ficar dependendo de alguém pra explicar. A ogra aqui explica direitinho.

Essa é a ficha que você tem que montar

Como monta esse treco? Tudo começa com o d6. Lembra quando eu falei que o dado é o que dá realismo pro RPG, pois bem, você não pode simplesmente decidir que vai ser linda, gostosa, forte, inteligente, carismática. Você precisa que os dados permitam. Vai, não é só porque é faz de conta que todo mundo precisa ser perfeito. Lembre-se que defeitos são legais. E ajudam na interpretação.

Cada grupo tem um jeito de fazer o lançamento dos dados, pergunte pro seu mestre como vai ser, e chame um coleguinha pra acompanhar esse lançamento. Assim ninguém vai poder dizer que você roubou.

Sugestão de como fazer o lançamento de dados: Jogue 4d6 e ignore o dado de menor número. E se o jogador tirar 1 permita que ele jogue novamente.

Depois de ver os dados, escolha a raça e classe e comece a montar seu personagem.

Background: Nem todo mestre exige um background do personagem, mas vamos combinar, seu personagem veio de algum lugar, aspira alguma coisa, e tem desejos. O background serve pra você conhecer seu personagem, inventar o passado dele, conhecer o personagem com quem você joga. Isso vai ajudar bastante na interpretação.

Evite Charming princess: A idéia é jogar com algo diferente, mas evite algo perfeito. Perfeição de mais deixa seu personagem chato. Coloque um trauma para seu personagem, um medo, uma falha de caráter. Dê virtudes também. Nem que seja saber tricotar, e explique porque diabos ela sabe tricotar.

Depois que suas características básicas foram tiradas você já pode começar a criar seu personagem e montar a ficha.

Eles vão ser usados para dar vida ao seu personagem

Lápis papel e vamos lá, A ficha é a identidade do jogador de RPG, no começo da ficha você encontra as informações pessoais do seu personagem.

Nome do personagem: O nome que você vai dar pro seu personagem, crie um, roube um de algum livro famoso. O importante é ter um nome.

Classe e Nível: O que você é, sua profissão saca? Se você é uma guerreira, maga, barda. Se preocupe com isso agora, isso será explicado logo, logo. E em que nível você está. Normalmente começo de aventura o jogador é nível 1, se não for o mestre vai dizer em que nível você está.

Raça: Se sua classe é sua profissão sua raça é quem diz tipo de ser vivo você é, Humano, Elfo, Meio-Elfo, Anão. São tipos de raças possíveis para o jogo.

Escolher raças e classes não é tão simples quanto parece.

Tendência: É isso vai reger seu personagem. Você pode ser boa, má, neutra. A tendência do seu personagem vai guiar as ações do seu personagem. Não que você precise ser 100% todo o tempo fiel, mas não pode extrapolar muito. As possibilidades de tendência são: Leal, Neutro e Caótico. Dentro dessas opções o jogador tem que escolher se é: Bom ou Mau.

Divindade: Aqui diz qual Deus você vai seguir. Nem todas as aventuras possuem um panteão fixo, outros sim. A divindade é importante principalmente pra clérigos.

Tamanho/Idade/Sexo/Olhos/Peso/Altura: tudo isso faz parte da caracterização do seu personagem, é bom ter o background pra ajudar.

Como a ficha é algo gigante esse post vai ser dividido em algumas partes.
*Lembrando que esse manual é baseado no D&D 3.5 pelo simples fato dele ser básico e fácil de jogar.

Manual ogristico de RPG

Junho 4, 2011 4 comentários

Mesa de um mestre preparando a aventura

Você é menina linda e não sabe jogar RPG, mas sempre teve vontade de aprender. Pronto! Montamos um manual de algumas partes pra explicar tudo sobre esse jogo de interpretação, cheetos e coca cola. *

Parte I. O que é RPG?

RPG ou rolling playing game é um jogo de interpretação onde você uma pessoa é o mestre, e os outros jogadores seguem a aventura narrada por ele. Deixando de lado a definição de Wikipédia, a idéia é sentar com os amigos, e por algumas horas entrar num mundo de fantasias e fingir ser outra pessoa.

Parte II Como se joga?

A idéia é que o mestre monte uma aventura e vocês realizam o objetivo, tipo entrar num shopping em dia de 90% de desconto e sair com tudo que deseja.  Normalmente o mestre narra o local e o geral do que se deve fazer, o resto vai da interpretação dos personagens.  Como chegar lá e alcançar os objetivos vai de cada personagem.

Dica da ogra: O legal é jogar com um personagem não tão igual a você, se você é linda e inteligente, porque não jogar com uma linda e burra? Mas não tão diferente, caso contrário fica complicada a interpretação.

Parte III O que eu preciso pra jogar?

Bem, se o seu grupo for formado por maioria de homens, tudo que você vai precisar é seu rostinho bonito.  Mas se você quiser o seu material você vai precisar de: Um jogo de dados, uma ficha, um livro de jogadores lápis borracha e o mais importante: A imaginação.

Pra jogadores iniciantes, não precisa de nada, porque os coleguinhas vão emprestar tudo, exceto a imaginação.

Livros e dados que você não vai precisar tão cedo

Parte IV os dados.

Os dados são a alma do RPG é ele que vai dizer se aquele duplo twist carpado que você disse que iria fazer pra chamar atenção de todos na taberna funcionou ou se você se estabacou e bateu seu lindo bubumzinho imaginário no chão.

A matemática do jogo vai ficar pra segunda parte do manual, aqui vamos nos focar em apenas em mostrar e explicar pra que eles servem.

Começando pelo coração do D&D o D20: Dado de vinte lados serve pra quase qualquer ação no RPG. Os outros dados têm basicamente a função de ser o dano que você vai dar no seu oponente. E jogar quantos pontos de vida você vai precisar. Importante 20 é acerto crítico e 1 é falha crítica.

Crítico!

D12: Se você não for um bárbaro nem precisa ter.

D10: dado bastante usado principalmente porque ele é usado como porcentagem. Algumas espadas também pedem esse dado para dano.

D8: Muito usado para dano.

D6: Esse você conhece, o mais fácil de desenhar, pra jogar war, e pra dar dano da maioria das magias.

D4: muito usado por magos e halfings se você não for nada disso nem precisa se preocupar.

Agora que você já sabe o que é, sabe o nome dos dados, tá quase pronta pra arrasar nas mesas de RPG por aí da mesma forma que arrasa corações.

  • O manual foi feito usando o D&D 3.5 como base, um por ser mais popular, e segundo porque sabendo jogar isso dá pra jogar qualquer coisa.
  • Outro ponto importante. Cheetos e Coca cola sim! Dia de RPG é dia de esquecer a dieta e se entregar ao prazer das gordices.
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