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Archive for the ‘Livros’ Category

The Luxe

Agosto 3, 2011 2 comentários

É tipo um Gossip Girl na virada do século XIX para o Século XX. Essa é a descrição que nove entre dez pessoas faz a respeito do livro. E não é de se estranhar, o livro realmente relata a vida de algumas pessoas bem abastas em Nova York no final do século XIX. Mas acredito que as semelhanças entre os dois livros acabem por aí. Demonstrar a vida e intrigas das classes abastadas não nenhuma novidade, Choderlos de Laclos já fez isso no século XVIII com As ligações perigosas e ninguém, graças a Deus, compara a obra dele com  Gossip Girl. Os livros da Anna Godbersen possuem uma personalidade bem própria, os personagens dela um pouco mais de consistência e são fáceis de ser gostar, e uma parte legal é a importância que ela coloca nos personagens que não fazem parte a elite.

Sobre o que é o livro: A história começa com o funeral da jovem Elizabeth Holland, e sobre como a morte prematura e estranha da jovem Chocou a sociedade nova-iorquina. E para aí. Os próximos capítulos mostram os fatos que levaram até a morte de Elizabeth.

 O livro é marcado pela vida e hábitos de luxuoso da sociedade da Belle Epóque. Uma sociedade que acreditava viver no ápice da sociedade humana, deslumbrados por sua cultura, descobertas tecnológicas e melhoras na qualidade de vida. Esse pensamento é bem exemplificado com a personagem Penelope Hayes, que acredita que tudo que existe de interessante para se ver está em Nova York. O livro é focado na vida das Irmãs Elizabeth e Diana Holland. E o que elas acontece com elas depois que o pai dela morre deixando a situação financeira delas bastante complicado.

Por que é legal: O livro é leve, não consome tempo nem muita atenção do leitor, é um dos livros que é perfeito pra deixar dentro da bolsa para ler em fila de banco ou quando se tem que esperar por alguém. O problema é: Fica complicado largar o livro quando se envolve com a história das irmãs Holland. A narrativa da autora é muito legal, tanto no primeiro livro, quanto no segundo, as duas ou três primeiras partes contam o final do livro, e depois, os eventos que levam até aquele determinado momento. O que é muito legal quando é bem feito, e a Godbersen faz isso muito bem, deixando o leitor desesperado pra saber como as tudo aconteceu. No início de cada capítulo há de algo que seria de um pedaço da coluna social da época, e talvez seja aí que tem a maior semelhança entre a série e Gossip Girl, mas para por aí. Além de pedaços de coluna social, a autora também coloca o que seria parte de livros de boas- maneiras, e de comportamentos tanto para as jovens moças da sociedade quanto para seus empregados. O que querendo ou não ajuda o leitor a entender melhor a mentalidade daquela época.

“Para os leitores das páginas sociais de Manhattan, a reputação de Elizabeth Holland, é tão segura quanto o corset preso em torno de seu peito. Na tenra idade de dezoito anos, ela é uma garota de maneiras e elegância impecáveis – Alta e magra, com cachos loiros emoldurando seu rosto em formato de coração.” (tradução livre retirado do site da autora.)

A personagem Lina é um dos mais legais da série, ela é criada da Elizabeth, mas não dá pra falar muito sobre ela sem dar spoiler importantes sobre a série.

O que não é tão legal assim: O livro é previsível, não ocorre nada que não seja esperado, da pra entender cada coisa que vai acontecer sem grandes mudanças de enredo. O vocabulário, na versão americana, é um pouco chato por utilizar muitas partes do vestuário que não são muito comuns, mas rapidinho se acostuma.

 Dos próximos livros já tenho Rumors e deu uma lidinha rápida nos primeiro capítulos. A autora tem um site oficial com bastante informação sobre a série, com concept art dos personagens e informações extras. O primeiro livro é mais focado em Elizabeth tanto que o extra do primeiro livro no site da autora fala exatamente sobre ela.


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The warrior heir

Julho 30, 2011 Deixe um comentário

Um mundo onde os guerreiros são perseguidos por magos e forçados a lutarem em arenas. Nesse mesmo mundo os magos usam uma antiga lenda para afirmar essa posição. E que depois de séculos de lutas os guerreiros estão sumindo.  Agora imagine que esse mundo é o nosso, e a maioria das pessoas nem sabe disso.

Bem essa é basicamente a idéia de The Warrior Heir.  Jack, um menino de 16 anos de Ohio que descobre que na verdade é um guerreiro. E tem que aprender a conviver com isso.

O livro não é dos mais surpreendentes, na verdade em grande parte do tempo o leitor já sabe o que vai acontecer. E essa mistura da nossa realidade. Sim, Jack vai pra escola, usa o computador, internet e tem a grande maioria dos problemas que um adolescente comum, pode deixar uma parte dos leitores um pouco confuso. E até causar um certo repúdio a obra. Mas depois de um primeiro susto, dá pra acompanhar numa boa.

Por trabalhar com o tempo atual a autora não se preocupou muito com descrições. O que no meu ponto de vista foi uma perda bem grande. Eu gosto de descrições.  Jack também não é dos personagens mais inteligentes. E isso sim, foi o que mais me chateou no livro, tenho um sério problema com personagens tapados.

Mas a história é até divertida, e infelizmente apenas isso, é aquele tipo de livro que pode ficar dentro da bolsa e ler na fila do banco ou esperando o dentista.

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Enelock

Julho 20, 2011 2 comentários

Enelock

Alguns livros eu sei que em algum momento eu vou reler, e a trilogia do Legado dos Goldshine acabaram de entrar nessa lista.

O último livro dessa série, Enelock. Vêm para colocar um fim e consagrar essa trilogia. O livro não é um livro feliz. E nem tão leve quanto os dois primeiros. Pra ser sincera, Enelock é um livro pesado, tenso, e em muitos pontos triste.

Nele Galatéia se prepara para o embate final contra Enelock e não há momentos de paz para nossa Barbie paladina, e vamos combinar, a bichinha sofre nesse livro. Iallanara também tem que enfrentar uma série de problemas, que em muitos pontos ela mesma causa. Mas acredito que é por isso que ela é uma personagem tão legal. Sephiros e Gwayn, bem, eles continuam os mesmos, e fiquei muito feliz por isso.

Por ser guerra a temática principal do livro, deixo avisado que preparem um lencinho, pois, uma lágrima ou outra mais rebelde tendem a escapar durante alguns momentos do livro.

Mas existem momentos divertidos sim, o gato de ônix e Gwayn, acabam por dar um ar mais leve ao livro e em vários momentos me peguei esperando esses dois aparecerem pra ver se teria um ou outro momento de paz.

Não dá pra comentar muito da estória sem soltar spoiler, ou minha indignação sobre um ou outro fato ocorrido no livro. Mas vale comentar o quanto a escrita do senhor Leandro Reis melhorou do Senhor das Sombras pra cá.

O livro é realmente muito bom, e vale muito a pena ser lido.

Resenha sobre o primeiro livro da série:

Filhos de Galagah

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Crônicas da Tormenta

Julho 14, 2011 1 comentário

Já li e recomendo

Vou confessar que quando li as primeiras informações sobre esse livro não sabia se me empolgava ou se ficava com medo. Um monte de gente nova escrevendo sobre o cenário que eu mais jogo.  Fiquei bastante relutante. E fico muito feliz em dizer que esse sentimento passou ao ler o segundo conto do livro, o primeiro não escrito pelo pessoal da Tormenta.

Também devo confessar que me falta conhecimento sobre grande parte dos autores, mas depois de terminado o livro eu posso dizer que todos fizeram um excelente trabalho. Não vou comentar sobre os contos do pessoal da tormenta porque deles eu já esperava um ótimo trabalho. E, nenhum deles me decepcionou. Agora dos contos de autores desconhecidos, pelo menos para mim, alguns me surpreenderam de maneira extremamente positiva.

O conto do Marlon Teske, Ária Noturna é um dos que me ganharam logo nas primeiras linhas, muito bem escrito, os personagens de fácil identificação. Dá muita pena do conto não ler longo, é daquele tipo de conto que quando termina deixa o leitor querendo ler mais e mais. Mesmo a história sendo perfeitinha e bem fechada.

Outro conto que merece destaque é Lua de Trevas do Leandro Radrak. O autor tem o péssimo hábito de trollar os leitores, mas o conto é realmente bom. Conto de taberna, daquele tipo que parece ser lenda urbana. É gostoso de ler, mesmo que antes do final já da pra saber quem é o assassino, mas no final isso não era o que realmente importa. Excelente leitura, do tipo que pode pegar o vilão emprestado pra colocar em aventura, e usar o conto como lenda urbana do cenário.

Também ganham desta que os contos Hedryl do autor Raphael Draccon e Revés do autor Douglas MCT. O livro é excelente, todos os autores envolvidos fizeram um ótimo trabalho. E pra quem não conhece muito bem o cenário, é uma ótima oportunidade de conhecer, sem ficar preocupado em perder algo por não ter conhecimento da geografia, situação política ou do panteão.

Outro ponto positivo desse livro, vários desses contos podem se transformar facilmente em plots de aventura para serem jogadas depois com o grupo.

A mão esquerda de Deus

Junho 8, 2011 3 comentários
  • Autor: Paul Hoffman
  • Editora: Penguin UK
  • Livro em Inglês
  • Brochura

448 páginas

Não é um livro de mistério, muito menos um livro sobre magia ou coisas bonitas, não vá esperando algo parecido com Harry Potter ou com Percy Jackson, em que mesmo sofrendo um pouco as coisas passam a melhorar. Nada nesse livro é fácil, nada é bonito. Mesmo assim é um livro excelente de ler.

O livro é bastante previsível em alguns pontos, não há nenhum grande mistério, nada que um leitor que esteja prestando atenção não acabe descobrindo por conta própria, mesmo assim não tira mérito da obra do inglês Paul Hoffman.

O livro é gostoso de ler, mesmo o autor usando um vocabulário bastante rebuscado, pelo menos usa na versão em inglês, e trabalhar com um grupo de garotos de catorze ou quinze anos, não tira o interesse do leitor pela obra.

Sobre o livro: É a história de Thomas Cale, um garoto de catorze ou quinze anos, ninguém sabe ao certo, que vive no Santuário dos Redentores no Penhasco de Shotover. Um lugar que na melhor descrição seria chamado de horrível.  Santuário dos Redentores é uma mistura de prisão, monastério e campo de treinamento militar. A vida de Tomas não é legal, e o autor não poupa os leitores de toda maldade que os alcólitos, os garotos que vivem no santuário, sofrem.

Mesmo não se referindo diretamente a Europa Medieval, é impossível não fazer a relação entre o período do livro e o que se passou durante essa época. Os monges fingem conhecimentos, inventam motivos para guerras ou mortes e acabam tendo uma força muito maior do que deveriam em suas mãos.

Na obra esse poder dos monges é levado a uma proporção muito maior, dentro do universo eles possuem conhecimento, territórios, poder para dar e tirar vida sem se preocupar em dar qualquer tipo de satisfação.

Porque é legal: O ritmo do livro é excelente, as coisas acontecem de maneira rápida, mas sem ficar com a sensação de que está tudo jogado. A narrativa do autor é detalhista quando precisa ser, mas sem se tornar maçante. Os personagens são muito bem construídos, é muito fácil de acreditar e principalmente entender o comportamento dos jovens do livro.

Um dos Redentores do Santuário aparece como antagonista direto de Cale. O Redentor Bosco, Lorde da Guerra do Santuário foi o responsável por Cale, e a pessoa que o ensinou como pensar, lutar e estratégias de guerra.

O livro pode ser dividido em três partes I. No mosteiro, II. A fuga, III. A luta para continuar sem ser encontrado.

O que não é tão legal: O livro é uma trilogia, e muita gente não sabe disso. Isso explica a sensação de que algumas coisas poderiam ter sido melhores exploradas. E principalmente a falta de informação que temos sobre o Santuário em si. O autor vai jogando algumas coisas durante o livro, mesmo assim vai ás vezes deixa a sensação de que esse ponto deveria ser melhor explorado, assim como a História de Idris Pukke, que também acaba ficando um pouco solta no livro.

Nota:

Personagens: 8.3

História: 7,6

Narrativa: 8,5

Considerações finais: É um livro que vale a pena a leitura, mas é bom saber que o livro não é dos mais alegres, e que se trata de uma trilogia. Assim muitas coisas ficaram para ser explicadas no próximo.

E o final do livro deixa um gostinho absurdo de quero mais.

Filhos de Galagah

Junho 7, 2011 2 comentários
Autor : Leandro Reis
Editora: Idea
344 páginas
 
 

Uma bruxa, uma paladina um mago e um swashbuckler. Uma cidade de cabeça pra baixo, profecias antigas, vilão bem vilão, e todo um cenário de fantasia que faz o leitor  se apaixonar pelo mundo. Os filhos de Galagah, do autor brasileiro Leandro Reis, tem tudo isso e muito mais, literatura fantástica de primeira  qualidade. De uma narrativa bem leve, o livro é rápido de ler, quando você se dá conta, já está desesperado pelo próximo.

Sobre o que é o livro: O livro conta a história de Galatea, uma campeã sagrada, ela quase  chega ser irritante de tão perfeita que é, mas é impossível não gostar do personagem, que precisa cumprir uma missão e encontrar três crianças com runas do poder e para enfrentar o grande inimigo de sua família. Também conta a história de Iallanara uma bruxa, que precisa cumprir as ordens de seu senhor. Pra completar temos Sephiros e Gawyn que teoricamente não tinham nada com a situação se juntam a Galatea para ajudá-la a completar a missão.

Porque é legal: Iallanara. Personagem mais gostável que o Sr. Leandro Reis criou. Mal humorada, ranzinza, sarcástica e assustada. Em vários momentos o leitor não sabe se quer dar umas palmadas nela pra ver se ela cria juízo, ou se da um abraço e prometer que vai ficar tudo bem.  Os personagens são o ponto forte do livro, todos com personalidade bem definidas ajudam e muito o leitor se identificar com o livro. As descrições dos locais também são muito boas, a descrição da cidade ‘invertida’ é simplesmente genial, impossível para o leitor não ‘enxergá-la’ na sua frente.

O que não é tão legal assim: 337 páginas que vão embora em 24 horas se o leitor estiver mais empolgado. A formatação do livro foi algo com que eu briguei bastante na primeira vez que li, mas não me incomoda mais. O que os leitores um pouco mais chatos podem estranhar é a falta de explicação sobre algumas divindades do panteão. Numa leitura rápida fica complicado de entender direito quem é o que, ou que Deus faz o que. Ajuda da uma olhada no conteúdo extra que tem no site do escritor.

O livro é uma trilogia, a continuação Senhor das sombras já está lançada, e Enelock sai em pouco tempo, para quem gosta de literatura fantástica e gosta de RPG é leitura obrigatória.