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Resoluções de Ano Novo

Janeiro 9, 2012 Deixe um comentário

Uma das grandes bobagens da humanidade são as resoluções de Ano Novo e não me condenem antes de ouvir a explicação toda!

Não que eu ache que traçar metas e fazer um planejamento seja ruim, muito pelo contrário, acho que a melhor e mais importante parte da nossa vida é que, a todo e qualquer momento temos a oportunidade de mudar, crescer e melhorar e é aí que começa todo o meu problema com o Ano Novo.

Nem todo mundo precisa decidir o que quer e tentar mudar sua vida de uma hora pra outra, mas acho que eu tenho que ser honesta comigo mesma. Todo mundo já  conheceu alguém que se sentia infeliz e arrumava uma desculpa qualquer para não tentar uma atitude diferente e não julgo, você pode dar a desculpa que quiser para o mundo, mas assuma seus verdadeiros motivos pelo menos pra você mesmo aí quando você estiver preparado de verdade nada vai te impedir.

Um exemplo disso é uma amiga minha, a Dra. Desculpinha, e ela tem as melhores desculpas esfarrapadas que eu já vi na minha vida! Sendo amiga eu nunca sofri nenhuma dessas, mas já vi esta dama aplicando seus golpes em muitos bofes.

Uma vez a Dra. Desculpinha e seu lindo peguetinho combinaram de sair e assistir um filme. Tudo perfeito até que Marineusa (eu) ligou, uma formosa amiga da Dra. Desculpinha que a convidou para um barzinho, só mulheres. Eu não sei exatamente o que aconteceu mas recebi uma mensagem da desculpa no meu celular com carinha triste e, olha, se eu fosse o peguetinho eu caía bonito.

Como eu conheço a Dra. Desculpinha a muitos anos eu entendo que quando discutimos e ela responde “Sou assim mesmo” significa “Vai embora que eu não vou mudar e não quero mais falar com você”.

Todos nós podemos ter medo, orgulho, preguiça e não acho que está errado ter qualquer um desses sentimentos em situações adequadas, mas várias vezes já me tornei escrava de alguma situação e não tinha coragem de tomar uma atitude. Aí, mesmo depois de tudo resolvida na minha cabeça eu não conseguia seguir com o projeto porque postergava com esperança de que algo iria mudar. Tantas vezes esperei uma segunda-feira para começar a dieta!

Uma vez eu estive esperando uma resposta divina, alinhamento dos planetas, um “não” definitivo.

Essa história começou quando um garoto maroto e eu decidindo ser apenas amigos. Era simples e daria absurdamente certo se eu não fosse perdidamente apaixonada por ele e todas as vezes que a gente se encontrasse ele não tentasse me beijar. Acabamos os dois enrolados por uma corda de insanidade onde eu não conseguia ter um relaciomento e ele não precisava ter um. Amigos, se vocês soubessem quantos rios de lágrimas eu chorei por essa história até definitivamente perder o medo de ser e estar solteira de verdade. Se eu tivesse dito a verdade pra mim mesma, se eu tivesse assumido que a situação me magoava, bom, aí eu não esperaria tanto.

Todo mundo tem medo, o seu projeto pode começar ano que vem, mas a gente tem sempre que se lembrar que a felicidade não espera uma segunda-feira pra acontecer.

Um Relacionamento a 3.

Outubro 19, 2011 Deixe um comentário

Esse lindo mundo cheiroso e cor-de-rosa lotado xiliques, tpms e neuroses que é a dinâmica feminina não é criação feminina, meus amigos.

– A Disney (essa linda!) me disse que meu príncipe encantado é lindo, maravilhoso e cheiroso, mas para chegar no “felizes para sempre” tem sempre uma madrasta querendo destruir a sua felicidade. Ou seja, um relacionamento a 3.

– As novelas me ensinaram que o mocinho que eu me apaixonei o primeiro capítulo só vai ser meu depois de alguns meses/anos de sofrimento, choro e demonstrações de bondade, além de contar com uma certa inteligência para que ele perceba que aquela vagabunda, loira, peituda, gostosa e rica que fica se esfregando nele na verdade gosta mesmo é do porteiro. Ou seja, um relacionamento a 3.

– As conversas de salão de cabeleireiro me mostraram que eu posso ser feliz com meu lindo, mas só se for bem longe da megera da mãe dele. Ou seja, um relacionamento a 3.

Pois bem, mas aí a pessoa que mais se preocupa comigo no mundo, a mamãe, me disse que se um não quer, dois não brigam. Eu concordo que, se um relacionamento não funciona, não é culpa apenas de uma das partes. Alguns cuidados simples podem transformar uma relação infernal em um mar de rosas e algumas poucas piranhas.

Exemplo?

– Ele tem um ótimo relacionamento com a ex: Amiga, você é a atual. Seja feliz. Se ele quiser voltar com ela não vai ter xilique que vai fazer ele ficar com você.

– Ele é filhinho da mamãe: Amiga, você escolheu este puto. Ele ama a mãe, se dedica a ela, seja amorosa e atenciosa você também e faça da sua sogra sua amiga e aliada.

– Ele tem amigos que querem destruir seu relacionamento:  Amiga, você não pode fazer nada se seu lindo não tem opinião própria. Não é você que vai botar juízo naquela cabecinha mole. Brigar com os amigos dele só vão te transformar no Monstro do Lago Ness.

Um namoro é um relacionamento a dois. E a dois ele deve ser. No final das contas as pessoas que vão decidir os rumos dessa relação são apenas os dois então, pra quê a gente deve se estressar com qualquer referência  externa? Se tem algo que eu apendi lendo livros de fantasia medieval é “escolha suas batalhas” e, amigas, pra quê entrar numa batalha e arriscar perder se você pode se virar muito bem com acordos?

E se conversar não der certo? Bom, aí é a hora de você se armar, se encher de coragem e fazer o que deve ser feito: matar a terceira cabeça ou ver seu relacionamento morrer.

Melhor ter uma certeza triste do que uma dúvida eterna.

Halloween das Princesas

Outubro 10, 2011 3 comentários

As princesas estão atacando novamente, desta vez bem macabras e, para comemorar o Halloween, vamos mostrar pra vocês as ilustrações do Jeffrey Thomas.

Aproveitem!

Rapunzel

Esmeralda

Pocahontas

Nala

Mulan

Jasmine

Jane

Megara

Silvermist

Cinderela

Branca de Neve

Aurora

Alice

Tiana

Kida

Ariel

Bela


Médio, Mediano… Medíocre

Setembro 1, 2011 2 comentários

Adoro definições. De verdade. Uma ótima forma de conhecer pessoas de verdade é descobrir como elas definem a si mesmas e os outros.

Sempre fico com aquela pulguinha atrás da orelha depois de cada frase solta de música, cada poesia e o que a pessoa estava sentindo no exato momento que falou aquilo. E talvez por isso que eu adore o twitter. Nas outras redes sociais você pode fazer diversas coisas além de “abrir o seu coração”, mas não no twitter. Ali todas as piadinhas, trollagens e reclamações tem algo a ver com o que você faz, pensa ou sente.

Tenho uma amiga (não só uma, no caso) que é amorosa, carinhosa, linda, inteligente, articulada e, olha, não tenho palavras para descrevê-la de forma melhor do que um grande pudim de leite caramelizado cortado em fatias perfeitas e deliciosas escondidos em um pote de feijão. Por trás de um mal humor absoluto, sobrancelhas arqueadas, auto-estima impecável e lápis de olho agressivo ela é uma romântica que cansou de sofrer.

Existem tantos casos por aí de pessoas tão magoadas com alguma situação que as levaram tão além das suas forças e, por que não, do seu amor e respeito próprio que se fecham para que nunca mais sejam violentadas da mesma forma. Claro que todos sabemos que se esconder e guardar a dor não é a resposta para nenhum dos nossos problemas, pode até nos aliviar por alguns momentos mas não cura.

Tem uma frase do John Donne que eu adoro.

“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.

Nos últimos tempos percebi que tenho tanto contato com tantas pessoas maravilhosas que estão tão presas a problemas antigos que não conseguem viver e aproveitar o presente da forma como deveriam. Jamais diria que eu sou um exemplo a ser seguido já que meus períodos de “luto” são extensos e exagerados e já assustei muita gente (especialmente meus pais) com minhas crises de choro incontrolável durante filmes românticos, ao ver documentários sobre pinguins ou assistindo reportagens sobre tragédias. Não importa se a sua recuperação será rápida ou lenta, ela sempre será dolorosa. Somos seres sentimentais (ainda bem!) e ter sentimentos é normal, e todo mundo precisa sentir doer, preparar o velório e enterrar os problemas.

Nem mesmo o mais solitário dos homens está sozinho e todos somos magoados vez ou outra pelas pessoas em que mais confiamos.

Por incrível que pareça a idéia desse post veio de uma atualização do orkut. Eu entrei lá (coisa que não fazia a muito tempo) e vi minha antiga descrição “Eu só queria ser perfeita” e, poxa, não tem absolutamente nada a ver com o meu atual momento! Meu 2010 foi definido pela frase acima e, como vocês podem imaginar, não foi um ótimo ano. As cobranças que fiz foram necessárias para que perceber que ser perfeita, não sofrer, não chorar e não fazer besteiras não tem nada a ver comigo. Alterei a minha frase de descrição orgulhosamente, sabendo que eu já fiz coisas lindas, já me esforçei até o limite da minha capacidade, mas já tiveram dias que dormi sem lavar a louça na pia e sabem de uma coisa? Está tudo bem. Ser normal, médio, mediano não é ser medíocre, medíocre é não ser verdadeiro com você mesmo.

Estou num processo totalmente excelente de aceitar o que sou, fazer o que quero e não me punir pelo que sinto. A verdade universal é que chega um momento onde percebemos que, para aquela dama do romancismo parar de sofrer ela só precisa parar de chorar, comer uns chocolates e descer da torre e abrir seu próprio restaurante.

Eu adoro Disney e ela tem vários exemplos que ninguém precisa ser perfeito para ser feliz. Um dos que eu mais gosto é de Lilo & Stitch, no final do filme o Stitch, quando perguntado quem são aquelas pessoas ele responde:

“Essa é a minha família. Eu achei. Sozinho. Eu achei. É pequena e incompleta. Mas é boa. É, é boa.”

“Ohana quer dizer ‘família’ e ‘família’ quer dizer ‘nunca abandonar ou esquecer'”

As pessoas são como folhas de papel. Nascemos em branco, sem riscos, sem histórias. Anos depois temos tantos rabiscos, buracos, grampos, tesouradas e rasgos que ficamos pensando em como seria bom estar em branco sem prestar atenção nos desenhos lindos que temos. Não adianta esconder sua tela embaixo de um pano escuro ou se se jogar nos porões desse grande museu da vida. Sua folha nunca mais será branca, ela só vai continuar repetindo as mesmas cores-experiências que você usou até hoje até que ela se acabe.

Eu, pessoalmente, decidi que mereço novas cores.

Piolhos

Agosto 18, 2011 Deixe um comentário
Quem não lembra do sentimento de Crise de 29 quando o assunto era piolhos?- Thais! Sabe a Maria da 3ª B?
– Sim!? – Não, eu não sabia.
– Ela está com piolho! Cuidado com ela!

Assim era iniciado o terror! Todas as meninas da escola poderiam ser a Maria da 3ª B! Eu não teria mais nem um minuto de tranquilidade!

Uma vez eu fui no banheiro, antes de sair, tinha que lavar as mãos e uma menina estava na pia (que tinha uns 3 metros de comprimento). Era época de piolhos. E ela não terminava nunca! Provavelmente era a Maria da 3a. B! E estava ali no banheiro porque não queria ficar na sala de aula coçando a cabeça! Preciso dizer que eu não lavei a mão até que ela saísse do banheiro?

Mas imagina se eu pegasse piolho? E se todo mundo soubesse? E se minhas amigas não quisessem mais ficar comigo? E no exato momento que eu estava aterrorizada minha cabeça começava a coçar. Isso faz uns 15 anos e está coçando enquanto eu escrevo esse post.
Mas eu nunca me rendia à coceira. Ah não. Jamais! Se eu estivesse com piolhos falaria para minha mãe avisar que eu estava doente e faltaria uma semana! É claro que eu não tinha a liberdade de escolha se eu ia ou não à escola, mas sempre gostei de imaginar que tinha…
A melhor história sobre piolhos que eu tenho é uma menina que chamarei aqui de Dentão.Dentão era uma garota comum de 12 anos, 6ª A, morena, olhos amendoados, cabelos longos e lisos, magra, com um problema dentário absurdo. Posso afirmar, com absoluta certeza, que Dentão não tinha a capacidade de encostar o lábio superior no inferior.

Dentão parou de conversar comigo no ano anterior por divergências de conceitos de beleza e estética. (Da série “Coisas que a Popularidade Define”: Eu era considerada feia, ela não.)

Por algum motivo durante uma aula da 6ª série Dentão sentou no banco vazio do meu lado, meio chorando.

– O que aconteceu?
– Ninguém quer conversar comigo! Não sei o que está acontecendo e as meninas nem respondem o que eu pergunto depois do intervalo!

Senti um prazer mórbido naquela frase.

– Você não pode ir lá ver com elas o que está acontecendo?
– Claro! – estava verdadeiramente preocupada, ela era minha amiga até o ano anterior e eu nunca fui de guardar rancor.

Então eu descobri. Dentão estava com piolho. Ótimo, mais um motivo para ninguém querer falar comigo! Eu andava com a piolhenta! Éramos tão velhos para ter piolhos… Todas as amigas dela não quiseram comentar nada, então eu fui o tio bêbado que conta pros sobrinhos que Papai Noel não existe na véspera do natal.

Como sempre, dei aquela olhadinha pra cabeça, com medo. E adivinha? Eu vi uma coisa marrom clara, pequena, no topo da cabeça dela. A cena nunca mais vai sair da minha memória. Aquilo saindo de dentro dos cabelos e voltando. Nojo eterno.

Enfim, eu contei, a Dentão chorou absurdo porque a coordenadora da escola não deixou ela ir embora mais cedo, no horário ela foi pra casa e voltou apenas uma semana depois, sem piolhos.

Algumas vezes eu me pego preocupada com algum problema, me estresso e me entristeço. E depois percebo que era algo que realmente precisava de uma ação, mas não era algo grave.

É bom sempre medir nossos medos e perceber se não estamos nos escondendo em casa durante uma semana enquanto só o que precisamos/podemos fazer é usar um shampoo e pentear os cabelos com pente fino por algumas horas.

Algumas problemas são grandes e valem a nossa preocupação, já outros, bom, eles são apenas piolhos.

Princess Gone Vogue

Agosto 15, 2011 1 comentário

Para felicidade geral da nação minha pessoa as novidades sobre as princesas não páram de serem encontradas. O ilustrador Dante Tyler nos agraciou com uma série muito bonitinha das princesas como capas da Vogue.

Pocahontas

Ariel

Adorei a idéia de colocar essas lindas no mundo fashion, fiquei boquiaberta quando reparei que as reportagens tudo a ver com as princesas e achei totalmente excelente as roupas, os cabelos e os makes super atuais. Achei digno e totalmente fashion!

Tiana

Branca de Neve

Jasmine

Cinderela

Bela

Aurora

Vi no The Happiest Blog on Earth

Nostalgia S01E03: Amar é…

Agosto 10, 2011 5 comentários

Quem não lembra das lindas figurinhas do Amar É…?

Eu me lembro da emoção de comprar um album e colar as primeiras figurinhas nele. Lembro de acompanhar meu pai quando ele ia passar perto de uma banca de jornal para que eu tivesse a oportunidade de pedir um pacotinho novo. Lembro das barganhas com as amiguinhas da escola e daquele momento quando você ainda não completou o album, tem diversas figurinhas repetidas e não sabe mais o que fazer com elas, então, eu colava no caderno, no copo, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê. E lembro de completar o album (que não foi o do Amar é.., infelizmente), do sentimento de vitória, de mostrar para as amiguinhas e me sentir feliz por ter conseguido e triste por ter acabado.

Amar É… é um capítulo da minha história romântica com albuns de figurinhas! Eu sonhava com o bonitinho que estava ali do lado daquela garota sortuda vendo filmes, brigando, reclamando e olhando a lua.

Eu procurei a história do album e achei um post incrível no Colorscreen! Dêem uma passadinha lá pra conferir!

Vamos relembrar das imagens?

(Notem que algumas tem estilos bem diferentes de outras porque elas são de edições / albuns / anos diferentes!)

(Notem também que tem algumas coisas que provavelmente não são oficiais, mas eu deixei aí no meio porque tinha no meu computador e eu achei muito legal! hahahaha)

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       

Post dedicado ao amor.