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Um Relacionamento a 3.

Esse lindo mundo cheiroso e cor-de-rosa lotado xiliques, tpms e neuroses que é a dinâmica feminina não é criação feminina, meus amigos.

– A Disney (essa linda!) me disse que meu príncipe encantado é lindo, maravilhoso e cheiroso, mas para chegar no “felizes para sempre” tem sempre uma madrasta querendo destruir a sua felicidade. Ou seja, um relacionamento a 3.

– As novelas me ensinaram que o mocinho que eu me apaixonei o primeiro capítulo só vai ser meu depois de alguns meses/anos de sofrimento, choro e demonstrações de bondade, além de contar com uma certa inteligência para que ele perceba que aquela vagabunda, loira, peituda, gostosa e rica que fica se esfregando nele na verdade gosta mesmo é do porteiro. Ou seja, um relacionamento a 3.

– As conversas de salão de cabeleireiro me mostraram que eu posso ser feliz com meu lindo, mas só se for bem longe da megera da mãe dele. Ou seja, um relacionamento a 3.

Pois bem, mas aí a pessoa que mais se preocupa comigo no mundo, a mamãe, me disse que se um não quer, dois não brigam. Eu concordo que, se um relacionamento não funciona, não é culpa apenas de uma das partes. Alguns cuidados simples podem transformar uma relação infernal em um mar de rosas e algumas poucas piranhas.

Exemplo?

– Ele tem um ótimo relacionamento com a ex: Amiga, você é a atual. Seja feliz. Se ele quiser voltar com ela não vai ter xilique que vai fazer ele ficar com você.

– Ele é filhinho da mamãe: Amiga, você escolheu este puto. Ele ama a mãe, se dedica a ela, seja amorosa e atenciosa você também e faça da sua sogra sua amiga e aliada.

– Ele tem amigos que querem destruir seu relacionamento:  Amiga, você não pode fazer nada se seu lindo não tem opinião própria. Não é você que vai botar juízo naquela cabecinha mole. Brigar com os amigos dele só vão te transformar no Monstro do Lago Ness.

Um namoro é um relacionamento a dois. E a dois ele deve ser. No final das contas as pessoas que vão decidir os rumos dessa relação são apenas os dois então, pra quê a gente deve se estressar com qualquer referência  externa? Se tem algo que eu apendi lendo livros de fantasia medieval é “escolha suas batalhas” e, amigas, pra quê entrar numa batalha e arriscar perder se você pode se virar muito bem com acordos?

E se conversar não der certo? Bom, aí é a hora de você se armar, se encher de coragem e fazer o que deve ser feito: matar a terceira cabeça ou ver seu relacionamento morrer.

Melhor ter uma certeza triste do que uma dúvida eterna.

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